terça-feira, 24 de dezembro de 2013
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
terça-feira, 8 de outubro de 2013
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Máximas rudimentares de Shao Xao Ciao, um filósofo sino-bolonhês
A Globo fez mea culpa pelo apoio que deu à
ditadura. Agora, toda vez que trata de sonegação eu esfrego as mãos: oba, vem outro!
Tem privilégio até no
mundo vegetal! Vejam aquela florzinha – pô, por que só ela se chama primavera?
sexta-feira, 26 de julho de 2013
CAFÉ DE COCÔ DE CU DE JACU
Já tomô? Bão que só. Iguaria dessa chega a custar 300 conto o quilo! 8 conto uma chicrinha!
O mineirinho, faro fino pros negócio, tinha lá uns pé de café e umas cria de jacu.
Um dia recebeu um cumpadre com aquela hospitalidade costumeira: sorrisão, abraços, etc.
- Que beleza de galinha é essa? - reparou o cumpadre numas ave isquisita ciscando no chão.
- É galinha, não - retrucou o mineirinho.
- Uai, é quê, intão?
- É jacu.
- Jacu?
- É. Pra fazê café de cocô de cu de jacu.
- Diacho! Café de quê?
- Já disse: de cocô de cu de jacu. É só pô o pó do cocô no coadô e tomá.
- Diacho! E fica bão?
- Bão que só.
- Hum,...- fez o cumpadre fungando no ar – deve de sê memo, pelo cheirinho que vem vindo,... a cumadre já tá passando um fresquim.
- Tá, não.
- Não? Mas que tá cherano, tá.
- É o jacu.
- O jacu?
- É. O jacu que peidô.
O mineirinho, faro fino pros negócio, tinha lá uns pé de café e umas cria de jacu.
Um dia recebeu um cumpadre com aquela hospitalidade costumeira: sorrisão, abraços, etc.
- Que beleza de galinha é essa? - reparou o cumpadre numas ave isquisita ciscando no chão.
- É galinha, não - retrucou o mineirinho.
- Uai, é quê, intão?
- É jacu.
- Jacu?
- É. Pra fazê café de cocô de cu de jacu.
- Diacho! Café de quê?
- Já disse: de cocô de cu de jacu. É só pô o pó do cocô no coadô e tomá.
- Diacho! E fica bão?
- Bão que só.
- Hum,...- fez o cumpadre fungando no ar – deve de sê memo, pelo cheirinho que vem vindo,... a cumadre já tá passando um fresquim.
- Tá, não.
- Não? Mas que tá cherano, tá.
- É o jacu.
- O jacu?
- É. O jacu que peidô.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Histórias alegres d’Joaquim e d’Manuel – um d’licioso passatempo lit’rário. (ficam milhores s’forem lidas com sutaque)
Quinta história
Trata-se
esta história d’uma fita purnugráfica, a q’as crianças tambaim podem veire desd’q’acompanhadas dos pais.
O
Joaquim incontra-se com o Manuel numa praia d’nudismo. O Manuel está tudinho
int’rrado n’areia só aparecendo sua vulumosa cabeça.
-
Joaquim, tu tambaim aderiste à prática do p’ladismo? – diz o Manuel.
- P’ladismo,
não: naturismo – corrige o Joaquim.
- P’rmita-me
observar, mas q’coisinha insignificante tens
aí, hein!, hahaha – diz o Manuel a troçaire da piroca do Joaquim.
- E
tu deves estaire a morreire d’virgonha da sua, assim todinho int’rrado – r’bate
o Joaquim.
- Joaquim,
tu és mesmo um cr’tino – r’plica o Manuel. - Não vês q’é uma m’táfora a repr’sentaire o racionalismo
ocidental em contrapusição à ispiritualidade oriental?
Nest’momento
entra em cena a Mãria. Istá inteiri-nha m’tida numa burca – a representaire a
tal da ispiritualidade oriental - só
mostrando seus olhinhos pr’tinhos d’jabuticaba. O Manuel, ixcita-do, diz qualquer coisa d’cunho tipicamente
ocidental:
-
Hum, esta cachopa é a nora q’meu pai gustaria d’teire. Livre-se d’sse casulo,
minha doce burbuleta, e venha pousar em meu sulitário curação.
É
quando s’met’em cena um índio da tribo kaiapó.
- Mim
procurar a praia de naturismo.
-
Aqui mesmo - diz o Joaquim.
- Vejo
q’estais ixtraviado - diz o Manuel.
- Ixtraviado?
– diz o Joaquim. - Hum, tem m’smo um jeitão.
- Mim
veio praticar naturismo, como vocês.
- Epa,
a mim tu não comes, não - esquiva-se o Joaquim.
- Nem
a mim - diz o Manuel. – Mas que raios, não estoi a veire a m’nor graça: um índio a prati-caire p’ladismo
, q’ r’dundância istupida é essa?
- E
você, por que estar enterrado feito uma marmota? E essa mulher, por que veste
esse manto num campo de nudismo? E quem é esse bofe interessantíssimo do seu
lado? – diz o kaiapó.
A
Mãria interrompe a cunversa , apruxima-se da cabeça du Manuel e diz:
- Tu
falas coisas tão lindas.
E
d’pois o beija ardent’mente.
O índio aproxima-se do Joaquim para beijá-lo
tambaim ard’nt’mente, mas o Joaquim escaf’d-se d’le pra Purtugal atravessando o
oceano a nado.
O Manuel
apaixona-se p’rdidamente p’la Maria e ela pur ele , vivendo ambos f’lizes pra
sempre – ela d’burca e o Manuel tambaim d’burca.
O índio e o Joaquim têm igualmente um final
f’liz. Acabam s’incontrando, s’gostando e s’casando - mas isso em Paris, pois q’agora lá el’s deixam.
Histórias alegres d’Joaquim e d’Manuel – um d’licioso passatempo lit’rário. (ficam milhores s’forem lidas com sutaque)
Sexta história
Os eletricistas
Manuel e Joaquim estão a trabalhaire num poste. Em cima o Manuel a mexeire com
os fios e lá embaixo o Joaquim a seguraire a escada.
D’repente
deu no Joaquim uma vontade bestial d’tomaire um lanche. Abriu um pacotinho e
antes d’levaire o lanche à boca, el’gritou:
- Ó ,
Manuel!
- Q’é? –
respondeu o Manuel lá d’cima.
- Queres
uma torrada?
- Hãin?
-
P'rguntei se tu queres uma torrada?
Foi
então q’o Manuel distraiu-se , tomou um bruta dum curto-cicuito e quedou-se lá
embaixo estat’lado e pretinho da silva.
O
Joaquim aproximou-se d’ele , suspirou e disse:
- Bãin,
... parece q’o Manuel não bai quereire uma torrada.
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